Hoje no meu estágio lá no hospital, aconteceu algo que me emocionou (não sei se é exatamente este termo a ser utilizado, mas enfim). A filha falando comigo da sua mãe, que está num estado muito delicado devido a um câncer recidivado no estômago. Naquele momento, me controlei pra não chorar, mas meus olhos se encheram de lágrimas...terminada a conversa, fui em direção a janela e desabei e cheguei a conclusão que não tenho estrutura pra lidar com tal grau de sofrimento humano, não dá. Essa situação, desencadeou algo que acontece de vez em quando comigo: refletir sobre as diferentes situações de sofrimento humano. Os moradores de rua, as pessoas do sertão nordestino, aqueles bóias-frias que são super explorados, as crianças que trabalham como gente grande, as pessoas que tiveram sua vida arruinada pela guerra, os refugiados da África, a família que já não é mais família, a mãe que perdeu as filhas...tantas coisas para serem listadas...
(...)impotência, o que posso fazer?
Aí, chego em casa e resolvo ver o telejornal e as 5 primeiras notícias, falavam de morte, dor, angústia...é complicado.
Meu sono não me permite escrever mais...amanhã continuo ou não.